Marcadores

Mostrando postagens com marcador curiosiades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curiosiades. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, setembro 05, 2011

Arquiteto que projetou o Horto Florestal diz que dogueiros vão 'comer o Horto todo'



Formado em Arquitetura e Urbanismo em 1977, Élvio Garabini é autor do projeto de vários pontos de referência em Campo Grande, como o Horto Florestal, o Museu do Índio, o Hemosul, o prédio da Secretaria de Fazenda, além do paisagismo da Avenida Afonso Pena, e mora atualmente na Capital, no bairro Vilas Boas, em uma casa que ele mesmo projetou.

Após 18 anos de inaugurado, um dos cartões postais projetados por Élvio está prestes a sofrer uma intervenção radical em sua proposta de uso: o Horto Florestal vai abrigar os “dogueiros”, vendedores de lanches da Avenida Afonso Pena, no local onde funcionava uma pista de bicicross. 

Midiamax: Como você, enquanto autor do projeto do Horto Florestal vê a remoção dos “dogueiros” da Avenida Afonso Pena para a pista de bicicross?

Élvio: Pra mim, é uma questão histórica. Eu morei no Horto, o meu pai era funcionário público municipal. A gente se mudou de lá na década de 60. Eu conheço o lugar como a palma da minha mão. O prefeito deveria ao menos ter me avisado ou perguntado sobre o que eu achava, se eu tinha uma proposta diferenciada. Quando eu morava lá, não tinha a pista que separava as duas partes, por isso eu construí a ponte, para ligar a parte nova com a parte velha. Então tudo ali tem um sentido pra mim e um sentido histórico. Pra quê tirar os “dogueiros” da Afonso Pena para colocar ali? Se fosse assim, no Rio de Janeiro não teria nenhuma barraca mais no calçadão, de água de coco, milho verde. Eu ouvi falar em 529 vagas. Cada barraca com direito a 25 metros quadrados, vai “comer” o Horto todo. É um cartão postal, é capa de lista telefônica, está publicado em livro bilíngüe da USP. Eu não estou defendendo a manutenção das coisas no Horto, eu acho que tem que ser mudado gradualmente, não assim dessa forma.

Midiamax: E em relação ao uso do Horto Florestal, você acha que ele é bem aproveitado pela população?

Élvio: Eu acho que está abandonado. Mas se assim está, é porque não tem um gestor. Depois de dez ou doze anos eu pensei que fossem atualizar. Mas não. Não vê o orquidário? Está abandonado. Quando me chamaram para fazer o projeto, eu ouvi a população. O pessoal fez os desenhos, várias entradas, deram idéias, e foi inaugurado em 1993. É útil para uma pista de bicicross. Agora, para lanches eu não sei, tem uma via rápida ao lado, é um lugar perigoso. Eu achei estranho. O Horto Florestal faz parte do Centro da cidade, mas onde ele entra no plano de revitalização do centro da cidade? Esse projeto foi feito para ser aplicado ao longo de vinte anos, mas nesse tempo muita coisa muda.

Midiamax: Você foi um dos consultores do Plano Diretor do Município. Ele é respeitado pelas construtoras?

Élvio: O plano diretor de Campo Grande foi feito às pressas e as empresas não o respeitam. Quem conhece o plano diretor não acredita nele, não impõe respeito. Se respeitassem não construiriam, por exemplo, prédios em fundo de vale, como os da Plaenge, na frente do Shopping Campo Grande. Aquilo ali é um absurdo. A lei do uso do solo não permite isso. Aprovou o projeto do uso do solo antes do plano diretor, o que não tem nada a ver.

Midiamax: E em relação às obras da cidade?

Élvio: Campo Grande tem um projeto urbanístico que eu chamo de rodoviarista. As obras são todas focadas em estradas, nada de monumentos. O parque do Sóter, por exemplo. Fizeram drenagem do córrego, gerou uma erosão enorme, a população reclama e nada. Um parque cheio de grades, desfigurado, tem até um playground fechado dentro do parque. “Parece que vão fazendo as obras e não pensam, não há um ordenamento. Sobre a praça Ary Coelho, vou te dar um exemplo. Um ambientalista morava em Marília, onde existia uma praça, cheia de flamboyants, e as pessoas ficavam ali embaixo, aproveitando a sombra. E depois de uns dez anos um ambientalista voltou à cidade e achou estranho porque as árvores não estavam mais lá. E ele perguntou: por que tiraram as árvores dali? E disseram para ele que era porque muitas pessoas ficavam embaixo das árvores, à toa. E ele perguntou: mas e agora, onde estão essas pessoas? E falaram para ele que elas estavam em outra praça, a duas quadras dali. Ou seja, não adianta colocar grades na Ary Coelho, é um ponto de passagem para as pessoas, é um lugar de uso público. Vão ao menos aumentar as calçadas? 

Midiamax: Sobre a quantidade de prédios em Campo Grande, é possível uma cidade com menos de um milhão de habitantes ter essa crescente verticalização?

Élvio: A cidade não pode crescer e se desenvolver tendo vazios no meio dela. Da região central até as Moreninhas, por exemplo, quantos hectares tem? É uma quantidade exagerada de prédios. No ano 2000 disseram que Campo Grande teria um milhão de habitantes. O IBGE acabou de lançar que estamos perto dos 800 mil ainda. Pra quê tantos prédios gigantes, com dez andares? Nem temos habitantes para isso, a cidade cresce a uma média de 1,6 % ao ano. Não é necessário. Precisa afogar ainda mais o trânsito na Via Park com aqueles prédios construídos ali? Imagine 400 apartamentos. Serão mais 400 carros em uma garagem, 400 carros a mais na região, sendo que a cidade tem outros espaços além daqueles.

segunda-feira, agosto 29, 2011

O Medo Global

Os que trabalham têm medo de perder o trabalho.
Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho.
Quem não tem medo da fome, tem medo da comida.
Os automobilistas têm medo de caminhar e os pedestres têm medo de ser atropelados.
A democracia tem medo de recordar e a linguagem tem medo de dizer.
Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas.
É o tempo do medo.
Medo da mulher à violência do homem e medo do homem à mulher sem medo.

quinta-feira, agosto 11, 2011

...

“A manipulação e a utilização sectária da informação deformam a opinião pública e anulam a capacidade do cidadão para decidir livre e responsavelmente. Se a informação e a propaganda são armas de enorme eficácia nas mãos dos regimes totalitários, também não deixam de o ser nos sistemas democráticos; quem domina a informação, domina de certa forma a cultura, a ideologia e, portanto, também controla em grande medida a sociedade.”  
 (Noam Chomsky)

quarta-feira, agosto 03, 2011

OIYPÊ !

EM DIAS ESQUISITOS, DE TEMPO RUIM, FECHADO, DE NEBLINA LEVE, FRIA E SECA, SEMPRE VAI TER ALGO BELO PARA TE ENCHER DE ENERGIA BOA.

BOM DIA A TODOS.

E enfim o sol abriu, deixando o que já é belo mais bonito, adoro o sol, o calor,
trazendo energia e renovando meu dia. e hoje, esse dia da foto, está tão bonito, me enche de alegria e ótimas memórias de dias atras.

Você sabia que 75% da energia do BRASIL vem do SOL ?

sexta-feira, julho 22, 2011

Qual a maneira mais inteligente de 50 pessoas se locomoverem?




Pense bem: jamais alguém que nos queira mal poderá nos ensinar a pedalar. Como em toda iniciação que se preze, há perda de sangue, e a ferida que marca a distinção (os joelhos ralados e as mãos arranhadas). E a maravilha de perceber o próprio corpo entrando em modo automático, superando o embaraço inicial dos novos movimentos, zac! A consciência repentina de que o verdadeiro equilíbrio está antes no movimento do que no estatismo. A renovada intimidade com nosso sistema neuromuscular auxiliada pela oração chiante das rodas no asfalto. Uma meditação tubular completa, em contemplação ativa, entre a paisagem parada e o fluxo do trânsito, os quais, enquanto você está pedalando, trocam os papéis: em movimento a primeira e congelado o segundo. Assim como nada e fazer amor, andar de bicicleta está programado em algum ponto dos nossos genes: uma vez que se aprendeu, é impossível esquecer. O modelo nunca ultrapassado do deslocamento socialmente responsável, sem desperdício de recursos, não estressante e, como se não bastasse, divertido.
 
O grau de civilização de um país é diretamente proporcional ao respeito que ele tem pelos próprios ciclistas.

Andar de bicicleta não implica nenhuma estúpida exibição de poder, requer apenas otimismo e coragem (ficar de costas para os automóveis é um verdadeiro ato de fé, tarefa de nosso guerreiro interior).

terça-feira, julho 12, 2011

PEQUENO VERSO DE UM DIA DE INSPIRAÇÃO



"COM UM DESENHO DE LINHAS CURVAS FAÇO UM CROQUI DE UM SENTIMENTO QUE SERÁ RECIPROCO PELO TEMPO QUE FOR" MAYCON ORTEGA

domingo, maio 15, 2011

Uma Poesia.

“Fecho os olhos e crio o horizonte todo à minha volta. Uma esfera que os meus vetores expandem me fazem enxergar para além de mim, lugares em que meu corpo não precisa estar para que eu seja universal. Se o céu me ensina a sonhar e trilhar caminhos com o pensamento, fecho os olhos e sei de um céu que me faz caminho, e desfolhando-me consigo voltar à origem, onde nós somos o todo.”

quarta-feira, abril 13, 2011

Psicologia do ambiente

O modo como as pessoas se interrelacionam com o ambiente, e como este influencia em suas rotinas, veiculando significações diversas, tem efeitos diretos na qualidade de vida de cada um. A casa, o quarto, o bairro, a praça, a empresa, a escola, os hospitais, as indústrias, os espaços comerciais, entre diversos outros lugares de convivência: os elementos físicos e sua disposição são capazes de criar níveis identitários que são determinantes nos comportamentos e atitudes dos seres humanos. A psicologia ambiental é uma vertente de estudo da psicologia que busca compreender como se dá esta interação. Podendo se referir à relação do homem com o planeta e a natureza, em uma época em que a sustentabilidade se coloca em voga, é na segunda linha de pesquisa, a psciologia ambiental arquitetural, que ela se aproxima da decoração, arquitetura e design de interiores, fornecendo ferramentas importantes que são capazes de transformar os espaços em locais mais agradáveis, produtivos, inclusive significando mais saúde e, muitas vezes, até melhor rendimento financeiro.

"Em um projeto feito na Europa para um grande banco, por exemplo, percebeu-se que, nas áreas de marketing e criação, as melhores ideias surgiam quando os profissionais paravam para tomar um café, não na sala de trabalho. Então, através de um levantamento de psciologia ambiental, criou-se um espaço para o coffee break com uma decoração mais transada, iluminação mais adequada, o que fez com que a produtividade e, consequentemente, os lucros da empresa, crescessem", conta o arquiteto especialista em psicologia ambiental, Ricardo Caminada. Para a edição do ano passado da Casa Cor em São Paulo, o arquiteto aplicou este conhecimento para criar o ambiente da livraria.

Percebendo que os clientes que compram livros gostam de tocar e ver as publicações, o projeto contemplou uma grande área de manuseio, tratamento acústico, iluminação mais agradável nas estantes, com o cuidado de não deixar os produtos sobrepostos, cada um com toda a capa aparente, e em um ângulo que não dobravam, facilitando a visualização. "O ambiente teve um aumento na visitação em relação ao ano anterior superior ao crescimento do número de visitantes total da mostra. Para a edição de 2009, em que projetei o antiquário, percebi que as pessoas que gostam de antiguidades se identificam com elementos compondo um ambiente mesmo. Então, criei um living, que também teve resultado bastante satisfatório", continua.

Entre a infinidade de aplicações possíveis da psicologia ambiental na arquitetura, Ricardo cita o elevador como exemplo. Estudos demonstraram que a colocação de um espelho diminui a sensação de claustrofobia e o vandalismo, já que a pessoa têm a sensação de que está sendo vigiada por ela mesma, o que confirma a realação direta entre o ambiente e o comportamento. Para projetos residenciais, as peculiaridades de cada morador, como o que o faz se sentir bem, relaxado, o que o estimula e o agrada, pode influenciar na escolha de cores, tecidos, revestimentos, acabamentos, móveis e materiais, para citar apenas alguns exemplos. Em parques e praças, já ficou comprovado que locais bem planejados diminuem a depredação. O arquiteto também cita um trabalho feito em uma creche que, depois de uma reforma com melhor organização do espaço, fez com que o rendimento das crianças melhorassem e elas, inclusive, pediram para os pais para também arrumarem melhor suas casas.

"A avaliação parte da subjetividade de cada um. O que é macio para uma pessoa pode não ser para outra. A conversa com o psicólogo ambiental, que busca as referências pessoais, pode orientar arquitetos e decoradores a criar projetos mais eficientes". Como explica Ricardo, esta avaliação é feita através de uma série de dinâmicas. Uma delas é com colagens, quando o cliente coloca em uma cartolina recortes que signifiquem o que ele gosta, e outra pode ser feita tocando objetos, como tecidos, de olhos fechados, para identificar o que parece mais agradável para cada um.


ESTUDO
A arquiteta e psicóloga, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Gleice Azambuja Elali, faz parte de um grupo de estudo na área. Ela conta que, mais disseminada pelo mundo a partir a década de 1960, as pesquisas em psicologia ambiental no Brasil têm seu embrião nos anos 80, e agora já se espalham pelo país em diversas universidades. "A psicologia ambiental arquitetural pode ser pensada em perspectivas micros e macros. Desde a residência até a cidade como um todo. Para chegar a um 'diagnóstico', não há uma receita pronta, mas antes vai depender das peculiaridades das pessoas, que são sutis. Um atleticano, por exemplo, não vai querer morar em um edifício que seja pintado de vermelho e preto", explica.

Em restaurantes, chegou-se à conclusão de que os clientes gostam de sentar nos cantos, voltados para o salão, para se sentirem mais preservados e não serem incomodados. "Uma solução pode ser criar divisórias no espaço que façam vários cantinhos, ou manter um espaço aberto em que todas as pessoas se vejam", ressalta Gleice. Ela também compara uma loja prêt-à-porter e outra de modelos exclusivos. Na primeira, é natural que tudo esteja exposto e à vista, enquanto na segunda muitas vezes não existe nem a vitrine. "Se vou comprar um vestido, peça única, de R$ 5 mil, posso querer que ninguém o tenha visto antes".

Outro aspecto relacionado à psicologia ambiental aplicada à decoração é a personalização dos ambientes, como nos locais de trabalho, por exemplo. "Quando você coloca um porta-retrato com a foto da família, ou qualquer objeto próprio na mesa em que trabalha, quer dizer que aquele espaço é seu, e você se identifica com ele. Isso faz até o rendimento profissional melhorar", completa

quarta-feira, março 02, 2011

Arroz torna o Cimento mais Forte

edifícios antigos com arroz na argamassa1 Pesquisadores Descobrem que o Arroz torna o Cimento mais Forte
Criar estruturas sustentáveis, duradouro e ecológicas é o cerne da arquitetura ambientalmente de hoje.  Porém muitos dos construtores antigos, já o faziam isso há mais de 2000 anos atrás. Você sabia disso?
Estudos recentes de estruturas de época da dinastia Ming na China descobriram que o segredo de sua força  e estabilidade duradouras é uma mistura pegajosa de arroz para a argamassa.
Construtores chineses começaram a acrescentar amido de arroz e misturando na argamassa de cal  (utilizado pelos antigos como cimento) em torno de 1.500 anos atrás. Os construtores descobriram que eles adicionavam esta mistura para fortalecer o cimento e só agora nós descobrimos que eles realmente estavam certos. Cientistas que estudam os túmulos, pagodes e muros da cidade  que ainda está de pé até hoje  descobriram que todos eles incluiu este ingrediente mágico, e já resistiram há muitos terremotos.
Então, o que torna o arroz pegajoso como uma adição perfeita a argamassa? Bem, especificamente, é a amilopectina, um polissacarídeo encontrado em alimentos ricos em amido, que combina com o carbonato de cálcio na cal que forma uma mistura resistente e de muita força. Os cientistas testaram receitas  de argamassa que continham a mistura arroz pegajoso e descobriram que até então nada mais se comparava a esta mistura para construção de  estruturas na antiguidade.
Embora, é improvável que os construtores modernos  utilizem papa de arroz em seus projetos de construção, fica a esta incrível lição. Com estudo de materiais orgânicos e pesquisa para o desenvolvimento de materiais mais ecológicos, é certo de que descobriremos meios e formas de construir grandes estruturas com custo baixo e com menor impacto ao meio ambiente. “É só lembrarmos da teia de aranha que é mais resistente do que o aço se comparando na mesma proporção